1 de nov de 2008

A Vida Comum do Lar

Um Auxílio a Jovens Casais e Solteiros em Busca de um Relacionamento que Agrade a Deus

Pastor Samuel Vitalino
Igreja Presbiteriana de Teresina

A vida comum do lar é um termo emprestado dos escritos do Apóstolo Pedro (I Pedro 3:7), sendo a finalidade desse artigo, ajudar jovens casais e noivos a compreenderem seus papéis de mutualidade no casamento, bem como alguns princípios para norteá-los na difícil missão de criar filhos no meio dessa geração corrupta em que vivemos. Essas necessidades devem permear nossa mente, quando somos preparados para enfrentar o grande desafio de ensinar nossos filhos nos caminhos em que devem andar, com a esperança que eles não se desviem do Senhor (Provérbios 22:6).

Gostaria que esse material, além de auxiliar os que estão iniciando a sua vida matrimonial e que buscam cumprir o mandato social de encher a terra (Gênesis 1:28) com filhos da Aliança do Senhor, sirva também a pais que buscam na Palavra de Deus razões para educar suas crianças no caminho do Senhor.

Por essa razão, é necessário dividir o presente estudo em três etapas:

1) Vivendo como casal segundo a Escritura;
2) Quando os filhos chegarem, o que fazer?
3) Aplicações para a fase do namoro.

Nossa viva esperança, é que todos possam compreender seus papéis como propagadores da grande mensagem de salvação para o mundo, através da base da Igreja e da sociedade: a família.

O relato da criação é de grande importância no nosso estudo. Tudo o que falaremos aqui tem como fonte única a Escritura, pois cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus de onde procede toda fonte de aprendizado necessária para nós, e, mais especificamente, nos capítulos 1 a 3 de Gênesis, onde a criação do homem e a queda têm tanto o que nos ensinar. Como nos lembra Gerard van Groningen em seu livro sobre família:

“Somos gratos a Deus por ele saber o que estava fazendo quando criou a família, quando ele, o trino Deus, disse: ‘Façamos o homem e a mulher e que eles sejam uma só carne e frutifiquem’. Louvamos a Deus por nos abençoar nisso. Pois quando ele abençoou, deu o poder, a habilidade e o desejo para o homem e a mulher serem marido e esposa e serem pais. Ele não só deu o desejo, ele deu a habilidade, a autoridade e o amor para que a família possa existir. Louvado seja Deus por ser o Criador da família e quem prescreveu o padrão e o modelo para ela.”[1]
Depois de haver criado todas as coisas visíveis e invisíveis, aprouve a Deus criar um ser segundo a imagem e semelhança dele mesmo[2], e ele fez isso criando o homem a partir do pó da terra já criada (Gênesis 2:7). Deus, havendo contemplado as obras de suas mãos, e vendo que tudo era muito bom (Gênesis 1:31), declarou que não é bom que o homem esteja só (Gênesis 2:18), de onde declarou a solução para isso dizendo que faria para o homem uma auxiliadora que lhe fosse idônea. Para que isso ficasse claro, Deus usou a própria costela de Adão para criar a mulher (Gênesis 2:22), e isso gerou um comentário de Moisés que foi grandemente usado na Escritura para falar sobre casamento em Gênesis 2:24 – Por isso deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois, uma só carne.

Vamos analisar também o impacto da queda relatada em Gênesis 3 nessa estrutura tão perfeita criada por Deus, e que mudança trágica houve para a humanidade, quando o homem e a mulher trocaram o seu papel na economia estabelecida por Deus na criação, pois Eva assumiu a liderança do casal quando aconteceu a queda.

Por essa razão, vamos iniciar o estudo tomando por base o relacionamento entre um casal e analisar dentro da estrutura bíblica, o papel do homem, como sacerdote do lar, e da mulher, como auxiliadora idônea, e, somente depois, veremos o impacto desse relacionamento na criação dos filhos.
[1] Van Groninger, Harriet e Gerard, A Família da Aliança. Editora Cultura Cristã, Segunda Edição. São Paulo, 2002. Página 40
[2] Pela progressão da Revelação, cremos que a referência seja ao fato do homem ser à imagem e semelhança da segunda pessoa da Trindade, o Deus-Filho – o Senhor Jesus Cristo.

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