1 de nov de 2008

5. Finalmente, Cumprir Diligente e Alegremente os seus Papeis e votos Estabelecidos na Bíblia.

Aos homens e mulheres Deus tem dado a bênção de poderem se casar, e ao fazer isso, devem exercer o amor bíblico, que se difere conceitualmente do amor mundano. O amor segundo o mundo não passa de um sentimento, que pode ir embora com a descoberta dos defeitos do outro, que sempre aparecem no decorrer dos dias, especialmente depois de estarem vivendo sobre o mesmo teto como casados.

Aos crentes, esse ‘amor’ segundo o mundo é o que podemos chamar de paixão. Até porque, como dito, esse sentimento pode acabar, mas, de acordo com a Bíblia, o amor jamais acaba (I Coríntios 13:8). Na verdade, o amor, segundo a Bíblia se evidencia exatamente quando esse sentimento vai embora.

O amor de acordo com a Palavra de Deus é, então, um verbo no seu tempo imperativo: amai-vos. Como pode um sentimento ser dessa forma aplicado? Simplesmente não é o sentimento que os inúmeros autores bíblicos têm em mente ao ordenar o amor, mas a necessidade que temos de – a despeito de qualquer sentimento – agir amando o nosso cônjuge.

Por isso não comece uma aventura na área sentimental sem antes entender esse conceito: casamento é para toda a vida. ­O que Deus uniu o homem não separe (Mateus 19:6). Se você está apaixonado(a), cuidado com esse sentimento, pois ele procede de um coração enganoso. Analise friamente os preceitos expostos aqui aplicando na vida do seu pretendente e veja que é melhor sofrer agora e depois recomeçar e ser ricamente abençoado por Deus do que precisar conviver com a conseqüência de um erro para toda a vida – e, por que não dizer – para a eternidade?

Se esses preceitos forem vencidos, não se esqueça que o dia-a-dia pode tornar as coisas difíceis. Conviver na mesma casa, dormir e acordar todos os dias juntos, não é a mesma coisa que se ver aos fins de semana para momentos de entretenimento, mas pode ser muito melhor, se o casal estiver disposto a fazer a vontade de Deus vivendo verdadeiramente um para o outro em todas as áreas da vida. [1]

Veja que o preceito bíblico é que o homem é propriedade da mulher e vice-versa (Leiam I Coríntios 7:3-6 – o sexo deve ser constante no casamento), por isso devemos criativamente tornar o lar, num ambiente onde a paixão possa (deva) existir, sem o componente do pecado.

“O falar amorosamente é absolutamente necessário entre marido e mulher. Não é somente o que um marido ou esposa faz um pelo outro, mas como esse amor é expresso. A frase ‘eu amo você’ deve ser ouvida entre pai e mãe, entre pais e filhos, entre irmãos. A sinceridade nesse falar amoroso um com o outro ocorrerá de modo mais espontâneo se ele existir continuamente no nosso relacionamento com Deus”[2]

As mulheres têm ainda uma escapatória a mais com base na graça maravilhosa do nosso Deus. Após o pecado, Deus danou a Serpente em Gênesis 3:15 colocando inimizade entre a descendência da serpente e o descendente da mulher (uma clara referência a Jesus Cristo). Esse texto poderia ficar sem muito entendimento, se a condenação graciosa da mulher não viesse imediatamente em seguida, no verso 16: E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio a dores darás luz a filhos.

Quero dizer aos queridos leitores que as aplicações práticas disso são realmente de arrancar lágrimas. O contexto da Criação aponta para o castigo prometido por Deus para o caso do pecado: a própria morte (Gênesis 2:16,17) e, sem qualquer dúvida, essa era a expectativa de Eva ao perceber que Deus iria lhe dirigir palavras de condenação, mas o alívio veio não apenas com a continuidade da vida de Eva, com o tempo necessário para o arrependimento, mas recebendo ela a graça de continuar a ser a propagadora da vida. Mesmo que em meio a dores, ela daria luz a filhos, e um dos seus descendentes vingaria a sua mãe, ao destruir completamente a obra do Diabo: o Senhor Jesus estava ali sendo pregado.

Que coisa maravilhosa a missão de mãe[3] que a mulher recebeu de Deus naquele momento. Ela seria a responsável pela propagação da espécie e a mulher crente, em especial, é a responsável pela propagação da semente santa. Por isso é que Paulo aplica esse texto de forma a mostrar a salvação da própria mulher naquele ato gracioso de Deus. Veja I Timóteo 2:15 – (A mulher) todavia, será preservada[4] através da sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso.

Finalmente aos pais, jamais esquecer dos votos feitos com relação aos filhos de ensinar-lhes os caminhos do Senhor inculcando-lhes nas mentes os Preceitos da Palavra de Deus; corrigindo seus erros com brandura e firmeza, pois a vara e o amor são inseparáveis no treinamento deles para a vida.

Posso finalizar esse ponto simplesmente citando Paulo aos Colossenses 3:18-21:

18 Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor.
19 Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura.
20 Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois faze-lo é grato diante do Senhor.
21 Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.

Que cada um possa compreender o peso dessas ordens e viver de acordo com cada uma delas!

Soli Deo Gloria!
[1] Quanta diferença do conceito do mundo de viverem vidas separadas, ainda que debaixo do mesmo teto.
[2] Van Groninger, Harriet e Gerard, A Família da Aliança. Editora Cultura Cristã, Segunda Edição. São Paulo, 2002. Páginas 187,188.
[3] Chantry, Walter, A Soberana Vocação da Maternidade. PES.
[4] Salva: no original.

Nenhum comentário: