1 de nov de 2008

2. Ter todo Cuidado com a Santidade

Esse ponto é vital. Temos enfrentado dias em que os crentes têm seguido o curso deste mundo e se deixado levar pelos seus próprios pensamentos se conformando com o status quo da sociedade (Efésios 2:2; Gálatas 5:24 e Romanos 12:1,2).

O padrão dos relacionamentos dos crentes deve ser o padrão da santidade (I Pedro 1:16 – como está escrito: Sede santos, porque eu sou santo). Nós fomos chamados a sermos santos nesse mundo pecador, mas as vontades da nossa carne nos impulsionam para outras direções e, por vezes, buscamos até mesmo na Escritura base para pecarmos.

Deixe-me ser muito claro aqui. Qualquer interpretação da Escritura ao falar de temas maravilhosos como a Graça de Deus e a Liberdade Cristã que tendam a levar o crente a uma licenciosidade para pecar é algo demoníaco e o fruto disso será que muitos que hoje se dizem crentes serão surpreendidos no julgamento ao ouvirem do Senhor: Apartai-vos de mim, vós os que praticais iniqüidades (Mateus 7:23).

Quando falamos de santidade, estamos falando do padrão de vida de um crente e o que atesta a sua verdadeira crença (ou não) em Deus. E quem sabe esse estudo não sirva mesmo para você avaliar o seu cristianismo; pois veja o que diz a Escritura em I Coríntios 6:9-11[1]:

Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de Deus.

Para levar a sério o Cristianismo e o próprio Cristo, há alguns cuidados que os relacionamentos entre os filhos de Deus devem ter (isso porque já falamos que os nossos relacionamentos têm de ser entre os filhos de Deus).

Estabeleça Limites – é interessante como os nossos limites são tão mais altos, via de regra, que os limites da Escritura.

Se você namora segundo os padrões do mundo, pense em algumas coisas. O namoro do jeito que é praticado hoje em dia é uma preparação para um divórcio no futuro. As pessoas tem se tornado descartáveis. Hoje não é incomum, adolescentes trocarem de namorados várias vezes e isso atesta contra a santidade do corpo que é o templo do Espírito Santo.

Veja que não é um procedimento santo os ‘amassos’ e ‘beijos’ que são tão comuns e rotineiros nos namoros entre nossos jovens (leiam I João 2:13 e vivam isso) não glorificam a Deus nem ao seu Filho Jesus Cristo.

Como saber os limites? Certamente não confiem nem em seu próprio sentimento ou vontade nem no que diz o mundo e muito menos o seu namorado(a); mas faça tudo as claras. Evitem ficar a sós e, quando isso for inevitável (nunca deveria ser), proceda como se seus pais estivessem ali. Se seus pais forem muito liberais, como se seu Pastor estivesse ali. Se seu Pastor também não ligar para essas coisas, proceda – como de fato é verdade – na certeza que Cristo está ali (Salmo 139:7-10).

Vise o Casamento – Sem entrar no mérito de se é certo ou não namorar (isso devemos fazer em um outro artigo futuro), se o seu namoro não visa única e exclusivamente o casamento, ele está errado.

Qual seria a razão de namorar? Se a sua razão for: experimentar, saber se é bom, curtir, passar tempo, se satisfazer, mostrar aos outros que você pode, conhecer melhor a pessoa, saiba que nenhuma dessas razões deveriam sequer se nomear no meio dos crentes.

Veja que os toques afetivos precisam ser deixados apenas para o contato entre marido e mulher, o namoro – como instituição inventada por mentes decaídas, não ajuda em nada no conceito de leito sem mácula requerido na Escritura e faz com que as pessoas cheguem ao casamento já ‘experimentadas’, e isso é mais uma coisa que apenas traz problemas e sofrimento e não aponta para a santidade de Cristo.

Evite a Aparência do Mal – Como crentes, somos lembrados que não precisamos apenas evitar o mal, mas também a própria aparência dele (I Tessalonissenses 5:22). Ninguém precisa ser conhecedor de hermenêutica profundamente para entender o que é evitar a aparência do mal. Portanto, evitem-na.
[1] Veja ainda: Romanos 6:1-14, Gálatas 5:16-23.

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