16 de jun de 2008

Paulos - Matemático Ateu

Pena!

Esse é meu sentimento em relação a John Allen Paulos (Páginas Amarelas de Veja; 18 de junho de 2008).


Ele é um crente dos mais radicais – daqueles que parece não se convencer com evidências ou pressuposições (que sejam), mas prega fanaticamente sobre aquilo que não entende.
(Capa)

Se ele sequer conhecesse a Bíblia – ainda que superficialmente, descobriria em Deus aquilo que nenhum matemático consegue entender: o infinito.


Pobrezinho, “inculcando-se por sábio, torna-se louco; obscurecido em seu coração insensato!"

14 de jun de 2008

A DOENÇA PERVERSA E O HOMOSSEXUALISMO


O Cristão foi colocado numa situação delicada na semana passada quando o Presidente Lula declarou que a “oposição ao homossexualismo é doença perversa”. Somos imediatamente levados a pensar na honra que é devida às autoridades (Rom. 13), mas também com a realidade que “antes importa obedecer a Deus do que aos homens”.

A situação é delicada pois precisamos pregar a verdade e ela vai totalmente de encontro à palavra do Presidente. Ao classificar a oposição ao homossexualismo como doença perversa, o nosso representante nos chamou de doentes perversos e os homossexuais como detentores de uma moral ilibada; ainda pior, ele classificou a Bíblia como um livro equivocado e preconceituoso e, como se isso não fosse suficiente, classificou o nosso Deus como injusto e doente.

Evidentemente ficamos indignados com a completa inversão de valores. As crianças de hoje são expostas a todo tipo de perversão pelas raias da tolerância, enquanto são considerados intolerantes aqueles que querem preservar seus filhos de toda devassidão.

O homossexualismo que já foi vergonhoso, passou aos poucos a ser tolerado; nos nossos dias está sendo incentivado e não demorará a ser obrigatório.

Eles estão entregues aos seus próprios pecados e prestarão contas a Deus por todos eles. Enquanto a nós, não podemos calar. Não podemos aceitar essa situação como normal, mas precisamos amá-los indicando o único caminho para a libertação da escravidão em que se encontram; devemos pregar-lhes a Cristo, pois estão indo para o inferno e ser cúmplice deles é cometer o mesmo pecado (Romanos 1:24-27, 32).

Que eles escutem acerca da cruz de Cristo e encontrem nessa cruz a saída para suas vidas. Essa é a nossa mensagem de amor.

11 de jun de 2008

Até que Ponto a Bíblia é Suficiente?


Creio que nenhum cristão deixaria de afirmar que a Bíblia é a Palavra infalível, perfeita e autoritativa de Deus e absolutamente suficiente para definir tudo em matéria de fé e de prática na vida. A dúvida é saber até que ponto essa declaração é vivida às últimas conseqüências.

Quando afirmamos que a Bíblia é suficiente para nos guiar em matéria de fé e prática, evocamos um princípio norteador da Reforma Protestante: O Sola Scriptura. O nome latino para (Somente a Escritura) delimita nossa fé na Bíblia, de forma que a base de tudo o que cremos tem essa fonte única e exclusiva.

Ao declarar dessa maneira a suficiência da Bíblia, imediatamente estamos indo de encontro a uma tendência evangélica moderna: a aceitação de novas revelações do Espírito como sendo possíveis nos dias de hoje. Muitos dizem ter sonhos, visões e revelações e ditam o que chamam de palavra de Deus para as vidas de outras pessoas. Creio que essa tendência fere o princípio da suficiência da Palavra de Deus por motivos lógicos e, evidentemente, bíblicos também. Segundo John Owen (renomado exegeta e Pastor do Século XVII), se uma profecia moderna estiver de acordo com a Escritura ela é desnecessária, pois está na Escritura; se não estiver ela é maldição, por ser contrária à Palavra de Deus.

De forma lógica, se há a possibilidade do Espírito se revelar hoje, devemos admitir que a Bíblia torna-se um livro relativo. Se um pastor ou um profeta recebe a Palavra de Deus revelada ainda hoje, qual a necessidade que temos de estudar e aprender a Escritura, uma vez que podemos apenas perguntar ao ‘profeta’ e ele terá uma palavra direta da parte de Deus para resolver o nosso problema pessoal?

Mas gostaria de evocar a Bíblia para defendê-la como a Palavra Final de Deus, impossibilitando qualquer nova manifestação revelativa nos dias de hoje; mas não sem antes deixar de afirmar minha crença absoluta no poder desse Deus absoluto, que, sendo o mesmo ontem, hoje e para sempre, nos proveu com a segurança de sua Revelação.

Podemos citar I Coríntios 13:8-10 que mostra ao estudante da Palavra que quando vier o que é perfeito o que é em parte será aniquilado (v. 10). O que é perfeito é a Palavra de Deus que estava sendo revelada naquele tempo por aquilo que era ‘em parte’, pois, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, passarão, havendo ciência, passará (v. 8).

O Escritor aos Hebreus também foi incisivo em relação ao modo diferente de Deus falar com o seu povo na Antiga e na Nova Aliança. Ele já inicia o seu livro dizendo: Havendo Deus, outrora falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nos últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas. Esse Filho é o Verbo (Palavra – logos) de João 1 e é colocado em Hebreus como a ápice e o fim de toda Revelação.

O interessante é que por vezes nos impressionamos com a maneira que Deus falava com homens como Abraão, Moisés e Davi e queremos que Ele faça o mesmo conosco, mas nos esquecemos que eles é que queriam ter o que nós temos: O imenso privilégio de viver após as profecias que eles criam pela fé (esperança das coisas que não se vêem – Hb. 11:1) e nós já temos tão palpável na Bíblia do Senhor.

Por isso, depois de falar desses homens na ‘galeria da fé’ em Hebreus 11, ele faz a declaração final que nos confirma o que acabamos de dizer. Hb. 11:39,40 – Ora, todos esses (Abrãao, os Patriarcas, Moisés, José, etc.) que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram contudo a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.

Na verdade eles é que gostariam de ter o que nós temos, pois temos tudo o que precisamos. Cristo em nós, a esperança da glória! (Cl. 1:27) Vivamos totalmente contentes com a Revelação de Deus na Escritura. E se alguém vai além dela, que seja anátema (Gl. 1:6-9).

Que nenhum dos leitores seja levado de um lado para o outro por qualquer vento de doutrina, pela artimanha de homens que induzem ao erro, mas sigam a verdade em amor (Ef. 4:14,15). A verdade é a Palavra de Deus, somente. Suficiente!
Pelo Reino de Cristo,

Cristo e a Sua Suficiência


Os crentes de hoje são filhos de um movimento de 500 anos atrás que os trouxe de volta à Escritura Sagrada. A Reforma Protestante trouxe vários lemas que serão abordados como suficientes - um a um - nesses breves artigos. Cito: Somente a Escritura, Somente a Graça, Somente a Fé, Somente a Deus toda Glória e, hoje, iniciando: Somente Cristo!

Talvez alguém pense que Deus seja, de alguma forma, injusto ou bitolado ao nos indicar, como a Bíblia faz com muita clareza, que Cristo é o único caminho para a salvação; mas se analisarmos em que circunstâncias esse único caminho de salvação nos foi apresentado, chegaremos à conclusão que Deus conseguiu aliar em um só ato realizado por Seu Filho na cruz, toda a justiça e todo amor.

Precisamos entender a história desde a criação: Deus não precisava de nada, pois vivia satisfeito em Sua Glória Eterna e em perfeita comunhão entre o Pai, Filho e Espírito Santo; mesmo assim resolveu criar tudo o que existe; depois, como que coroando a criação, formou o homem à sua imagem e semelhança, não apenas isso: dotou esse homem com alguns de seus atributos, pois lhe deu domínio sobre a criação, além de lhe dar todas as condições para permanecer em perfeito estado de obediência ao lhe dar um jardim delicioso para desfrutar.

Com tudo isso, Deus lhe deu apenas uma condição. Que coisa terrível foi quando o homem abriu mão de todo o bem por pensar em se igualar a Deus. Que abismo tão grande foi aberto entre o Criador perfeito e as criaturas caídas e – a partir dali – pecadoras!

Quão justo seria Deus se tivesse acabado com a existência da humanidade e punido nossos pais, pois havia dito: certamente morrerás. Mas cumprindo sua promessa, fez com que o homem morresse em seus delitos e pecados (Ef. 2:1), mas desde então lhe prometeu, em Aliança, um segundo Adão, para resgatar parte dessa humanidade tão miserável e pecadora (Gn. 3:15). A esse segundo Adão, não foi dado um jardim perfeito quando foi tentado, mas 40 dias de fome e cansaço no deserto.

Ninguém poderia achar injusto o inferno; pois é o que cada ser humano merece, pois já nasce morto espiritualmente por causa do pecado (vamos entender isso melhor quando observarmos o lema: Somente pela Graça).

Nesse estado de impotência diante de Deus (Rom. 3:9-14), todos nós nos encontrávamos, e ali ficaríamos se o próprio Deus não interviesse na nossa história. Ele (na 2ª Pessoa: do Filho) sendo espírito – se tornou matéria. Isso é profundo demais, pois estamos falando de uma limitação eterna obtida para ele. Sabemos que Deus é Onipresente, mas que a Segunda Pessoa da Divindade, por toda eternidade está e estará sempre em um lugar específico – hoje: a destra do trono do Pai.

Mais; sendo Santo, veio viver no meio do pecado. Cristo foi em tudo tentado à nossa semelhança, mas não cometeu nenhum pecado, por isso Isaías o considerou um homem de dores e que Sabe o que é sofrer, pois sendo tão puro de olhos que não pode ver o mal, como declara Habacuque, viveu no meio de pecadores como nós, que éramos inimigos por natureza (Rom. 5:8-10), por conta do amor incondicional que teve por nós.

Ainda mais; sendo imortal pela sua natureza divina, tornou-se mortal recebendo a natureza humana; sendo perfeito, reto, justo e santo, tornou-se o mais desprezado de todos os homens, o mais indigno e maldito, pois maldito todo aquele que for pendurado num madeiro. Tão desprezado que ao olhar para ele, no meio dos saltimbancos e moribundos, nenhuma beleza havia que nos agradasse (Is. 53).

Haveria muito mais; mas o espaço apenas permite terminar com algumas indagações. Será mesmo bitolamento de Cristo requerer exclusividade na salvação das pessoas? Será arrogância Sua declaração: Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim?

Creio que tolice seja imaginar que tudo o que Cristo fez possa ser dividido, pois ele não dividiu seu sofrimento com ninguém. Ninguém pode declarar como Ele: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Também ninguém pode assumir o papel redentivo, mediatório e glorioso que é só dele. Ninguém sofreu na cruz o que ele sofreu por isso ele é totalmente suficiente para a salvação de todo aquele que crê.

Que juntos, possamos declarar a suficiência do nosso Cristo! Pelo Seu Reino!

9 de jun de 2008

A Ciência e a Falácia


A ciência é fascinante. Cada mergulho que se dá em terrenos desconhecidos impressiona até mesmo aqueles de quem se diz ter tanto conhecimento; mas eles se descobrem tão limitados que muitas de suas teorias não têm comprovação científica. Alguém, por exemplo, conhece a “ciência da evolução?” Claro que não; pois a evolução é improvável no próprio meio que a originou; é, e será sempre, mera “teoria”.

O que me impressiona é ver como todos nós nos deixamos levar por teorias. É decepcionante ver a ciência tão pouco empírica e se tornando absolutamente parcial. Não sou cientista, mas uso de uma lei absoluta da ciência para dizer isso: a observação!

Desde que eu consigo ter entendimento de que existo (logo penso) e acompanho o desenrolar das descobertas científicas, observo (empirismo) que muitas coisas – muitas mesmo – que são ventiladas como grandes novidades, ganham a mídia em proporções mundiais, e, algum tempo depois, quando se descobre a falácia dessas ‘grandes descobertas’ o contraponto sai em alguma nota de rodapé de um livro que ninguém lê.

Deixe-me dar alguns exemplos recentes. Descobertas como o Carbono 14, o Projeto Genoma, entre outros que foram divulgados como “provas” irrefutáveis da evolução, caíram tempos depois, porque as evidências PROVARAM as falhas desses sistemas. Mas essas provas (reais) não ganham o espaço das provas fraquinhas que esses cientistas idealizaram.

Permitam-me lembrar de um texto de São Paulo sobre eles: Tornaram-se nulos em seus próprios raciocínios... Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos (Romanos 1:21,22).

Creio, sinceramente, que o mesmo erro foi cometido pelo nosso STF ao liberar pesquisas com embriões humanos. A própria lei aponta para o erro, quando libera as pesquisas: “desde que com a anuência dos pais”, ou seja, é necessário o consentimento da família.

Ora, se a “coisa” não é vida, quem é o “pai da criança”? Que família? Eles não estavam pensando no cientista e equipe que preparou o embrião, mas nos donos do espermatozóide e do óvulo que deram origem a ele. A mesma origem (esperma e óvulo) que cada leitor teve ao iniciar o processo de vida que nos habilita hoje a existir e pensar sobre essa matéria.

O caminho está aberto para que o aborto seja legalizado também; depois, nada impedirá que, caso o pai de Isabella Nardoni seja o autor do assassinato da filha, seja tido também como um herói nacional. Afinal de contas, se for esse o caso, ele poderia dizer que tinha uma criança indesejada que atrapalhava a sua felicidade e a sua comodidade (não são esses alguns argumentos pró-aborto?) mesmo que em detrimento da vida.

O homem mostra a sua incoerência. Se revolta com a morte de uma criança, mas comemora a banalização da vida e luta em prol do infanticídio (ou feticídio) talvez pela mesma causa que poderia ter levado o pai e a madrasta da Isabella a defenestrar (abortar) a criança.

Quero terminar utilizando as Palavras do Ministro Celso de Mello ao votar pela liberação das pesquisas. Ele disse: “Não vamos incidir no mesmo erro que o tribunal do Santo Ofício, que constrangeu Galileu Galilei, que tinha informações científicas corretas, mas incompatíveis com a Bíblia”; pois foi exatamente a inquisição que foi lembrada nessa decisão tomada por ele mesmo; mas ao contrário das vítimas daquela época, as de hoje sequer têm a possibilidade de gritar. Estou tentando fazer isso por elas: - Socooorro!

Onde Estão os Meus Direitos?


Uma coisa me chamou a atenção na última “Parada Gay” na cidade de São Paulo; foi o grito por Direitos Iguais. Isso me despertou para ver como andam os meus próprios direitos no Brasil. Levando-se em consideração que sou homem, brasileiro, 32 anos, sem deficiência física, branco, classe média e heterossexual; comecei a me preocupar com a escassez de direitos dirigidos a minha pessoa.

Como sou homem, se esvaem pelas mãos os direitos próprios da mulher. A isonomia nesses casos iguala as mulheres em todas as coisas, menos nas que os homens seriam beneficiados com a ‘igualdade’. Tudo bem; abrimos mão de tudo pela fragilidade feminina.

Não sou estrangeiro, por isso não possuo alguns direitos dentro do meu próprio país que eles possuem. Um protecionismo internacional que só vejo precedente nos Estados Unidos. Lá eu tenho mais direitos que aqui: Soy latino!

Minha idade é uma lástima. Não tenho direito às leis de proteção à infância e adolescência nem à juventude; mas também ainda não cheguei à boa idade e me escapam os direitos dos idosos. Também não tem problemas, amamos as cãs e mesmo que não houvesse leis específicas creio que todos nós cederíamos os primeiros lugares nas filas para eles (e as grávidas, mães de colo e deficientes sem problema nenhum).

E por falar em deficientes, eu não tenho deficiência física e, conquanto assine em baixo as leis de proteção aos deficientes, temos o exemplo máximo de um dedinho que torna um homem inválido para ser torneiro Mecânico, mas o habilita a ser Presidente da República. Que país!

Sou branco. E por mais que espere o verão para ‘pegar uma corzinha’ não se reserva cotas específicas aos bronzeados artificialmente. Por vezes me sinto discriminado com essas coisas.

Como pertencente à classe média, a coisa é muito esquisita. Não sou apto para ser beneficiado por nenhum dos projetos paternalistas do Governo ao passo que não tenho recursos para não me preocupar com a situação financeira – tenho esposa e dois filhos para cuidar.

Mas o grito Gay para mim foi o mais interessante. Assustador, até! O que significa Direitos Iguais? Primeiro, eles querem ser tratados como um sexo – mas não são; querem ser tratados como uma raça – mas não são também. Mais ainda, querem ter todo o direito de liberdade de expressão (mesmo que invadindo preceitos de retidão e caráter), mas lutam para que alguém como eu – notadamente minoria – não tenha sequer a possibilidade de criticá-los (PL 122 - Lei da Homofobia).

Quanta incoerência! Tentam se utilizar do Artigo 5º da Constituição Federal, mas interpretam ao seu bel prazer. Se não há distinção – porque eles buscam a distinção? Se tivermos liberdade de crença, por que não posso crer que o homossexualismo é pecado segundo a Bíblia que creio afirma? Se tivermos liberdade de expressão, por que não querem ouvir pela minha livre expressão que eles estão errados na escolha deteriorante que fizeram?

Mais incoerência. Ao falar contra o homossexualismo somos acusados de racistas. Certamente isso é uma grande loucura; racismo existe (infelizmente) entre brancos, negros, índios (até argentinos), mas homossexual não pode ser considerado como raça ou sexo. Sabemos da existência de dois sexos: macho e fêmea; homem e mulher. A terceira é a via da aberração – falo sem qualquer preconceito, mas com convicção.

Como parte de uma ínfima minoria: masculina, brasileira, branca, adulta e heterossexual eu não conseguirei juntar 3 milhões de minha espécie na Av. Paulista, e, por isso, sozinho aqui, do meu dia-a-dia no Piauí, levanto a bandeira em passeata solitária: onde estão os meus direitos?