8 de mar de 2010

Tu És o Cristo de Deus...

Os Gadarenos, não suportando o bem feito por Jesus, o expulsaram de sua terra, mas um chefe da Sinagoga creu nele quando ele disse: Não temas, crê somente. Nesse caminho para salvar uma menina de 12 anos, Jesus ainda cura outra mulher que pelos mesmos 12 anos sofria com uma enfermidade crônica.


Depois de um dia inteiro de boas obras e demonstração de poder, nosso Mestre envia seus discípulos para a outra margem (no mesmo mar onde já havia repreendido o vento e o mar) e se encontra com eles desafiando tanto a lei da gravidade quanto a pequena fé daqueles homens.

Já do outro lado uma grande multidão tem uma atitude diferente dos Gadarenos e param demoradamente para ouvir seus ensinamentos. Como ficasse tarde Jesus ordena aos seus discípulos: (Lucas 9:13) Dai-lhes vós mesmos de comer.

Que tipo de ordem era aquela? Aqueles homens estavam diante de uma multidão de aproximadamente 10 mil pessoas (das quais 5 mil era de homens) e, longe de algum lugar que pudessem providenciar algo para cumprir aquela ordem não conseguiram mais que cinco pães e dois peixinhos.

O poder Criador de Cristo silencia a multidão que se satisfaz a ponto de sobrarem ainda 12 cestos de pães e peixes e, ainda, confirma diante dos seus olhos quem ele era.

Entretanto, a visão de muitos ainda estava embotada sobre quem era Jesus. Uns diziam que ele era (Lucas 9:19) João Batista, mas outros Elias, e ainda outros dizem que ressurgiu algum dos profetas. Sem dúvida era um grande Profeta para fazer os sinais que ele fazia. Mas todas aquelas visões ainda estavam embotadas.

Jesus os desafia a declararem eles mesmos a sua fé e pergunta: (Lucas 19:20a) E vós, que, quem dizeis que eu sou?

Esse mesmo desafio de Jesus para seus discípulos serve para nós hoje. Não apenas para ter uma resposta em palavras, mas desafiando nossas ações. Sendo assim, que a resposta nos lábios de Pedro reflita o âmago daquilo que vivemos dia após dia em nossa vida Cristã: (Lucas 19:20b) Tu és o Cristo de Deus. Que ele de fato o seja!

                                                                                         Samuel Vitalino

6 de mar de 2010

Senhor, Retira-te de mim...

Os dias de hoje são marcados pela informalidade. Particularmente eu gosto muito disso, pois sou naturalmente informal, haja visto o presente que ganhei do grupo de senhoras da Igreja no meu último aniversário: uma bela bermuda e uma confortável camisa regata.


Entretanto, quando nos deparamos diante do Senhor – O Criador e o Santo – devemos compreender diante de quem nós estamos. Note que Pedro e os Apóstolos tinham toda intimidade com o Senhor Jesus. Eles comiam juntos, andavam com roupas normais e conversavam como amigos.

Sim, Deus é pessoal e Cristo nos mostra sua Palavra o seu desejo de estar conosco sempre (João 17:24), nos chamando de amigos (João 15:15); ele é homem e se rebaixou ao nosso lugar pelo amor incondicional que tem por nós.

Agora, quando os mesmos discípulos percebem que o homem diante deles não é um homem qualquer, eles chegam a se perguntar: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?

Pedro tem uma reação reverente ao se deparar com o poder de Jesus em Lucas 5. Pescadores entristecidos por um longo período sem conseguir pescar um peixe sequer. Jesus usa o barco infrutífero e o torna palco de seus ensinamentos e doutrina para grande e atenta multidão.

Ao término do ensinamento, Jesus demonstra o seu poder Criador e sobrenatural. O crente Pedro respondeu indagativamente ao pedido do Mestre de lançar novamente as redes (v. 5 Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob tua Palavra lançarei as redes).

Aquelas redes não mais serviriam por se romperem frente a tamanha pescaria. Os pescadores mais seriam os mesmos, mas teriam função mais nobre de pescar homens para o Reino de Deus e a história não é mais a mesma, pois os homens descobriram estar diante de Deus.

Nessa hora, Pedro toma o exemplo de Isaías 6 e confrontado com a sua consciência de pecado declara: Senhor, Retira-te de mim, porque sou pecador! (Lc. 5:8) Que nós aprendamos com essa confissão de Pedro a ter respeito e reverência pelo Santo; que não se retira mas chama, por isso os discípulos deixando tudo, o seguiram (Lc. 5:11).

                                                                                     Samuel Vitalino