7 de jan de 2009

Carta de Amor

Eu já tentei descrever Patrícia de diversas formas. Em poesia cantei sua beleza e encantamento, mas o meu sonho de poeta foi derrotado pela incapacidade de descrever o indescritível: o meu amor por ela!

Assusto-me ao pensar que a cada dia que passa o sentimento que tantos dizem que vai se esvaindo quando passa o tempo, no meu caso apenas aumenta – e isso de forma impressionantemente rápida. Hoje eu a amo muito mais que ontem. Onde isso vai parar?

Essa constatação que me deixa feliz apenas me frustra perceber que poeta fraquinho que eu sou; tão fraquinho que ao conhecer a Teologia cheguei a uma conclusão: não consigo descrever Patrícia em versos, nem o meu amor por ela, por que o poeta que tento ser é maior que o que verdadeiramente sou. Faltam-me palavras porque sou incompetente na arte da poesia...


Poderia sim, me esforçar mais, quem sabe ler muito para aprender um pouco, e assim, mesmo com toda intensidade que eu sinto, eu poderia construir algo melhor que a poesia que coloco abaixo (Lutando com a Pena):

O que é indescritível se torna inatingível
Quando o objeto da discussão é um poema
Que posso fazer então,
Senão desavençar com a minha pena?

Se ao alvo não chegar, terei tentado.
Espero valha muito mais que a execução
E se valer serei então eu perdoado
Pois palavras não valem mais que o coração.

Mas em busca de atingir o inexeqüível
Eu peço a pena que me dê inspiração
Ela responde algo assim ser impossível
Mas eu insisto - pois está em minha mão.

E nessa luta em busca de palavras
Encontro uma aqui - Felicidade
A pena ri de mim - mas ainda vence
Pois ainda longe estou da realidade

Mas se a toda verdade eu não chegar
Essa pena não irá assim vencer
Pois não preciso Dela pra falar
Dessa alegria em todo meu viver.

Ela zombando diz que quero me esquivar
Me desafia a falar do meu amor
E eu chorando vejo que ela vai ganhar
Porquanto nunca atingirei tanto esplendor.

Então vou esquecer o brio de poeta
Pra que rima, métrica ou sonoridade?
Se eu sou derrotado por caneta
Mas na vida sou mais que vencedor!
É que encontrei a mulher da minha vida
Na vida que encontrou-me o Salvador!

Mas Deus e o seu amor. João Alexandre tentou de forma linda descrever assim:

Te vejo poeta quando nasce o dia,
E no fim do dia, quando a noite vem!
Te vejo poeta na flor escondida,
No vento que instiga mais um temporal!

Te vejo poeta no andar das pessoas,
Nessas coisas boas que a vida me dá!
Te vejo poeta na velha amizade,
Na imensa saudade que trago de lá!

Contudo um poema, tua obra de arte,
Destaca-se à parte numa cruz vulgar!
Custando o suplício de teu Filho Amado,
Mais alta expressão do ato de amar!

Mesmo assim; falta muito. Pois não dá para o finito falar do infinito; pecador do santo; não há como um miserável, pobre, cego e nu dedilhar fora da inspiração divina fagulhas de sua majestade.

Amamos, pois ele nos amou primeiro. Graças a Deus pela Patrícia, a musa; pela poesia, a Patrícia e pela inspiração. Graças a Deus por Ele, porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas, toda glória seja dada pois a ele, eternamente, amém!

Numa carta de amor eu poderia dizer a Tiça muito do que ela representa, mas nem mesmo em todas as cartas desse mundo, com todas as mentes poéticas e musicais unidas, poderíamos declarar a profundidade do amor de Deus. Amor infinito e indescritível. Só me resta com simplicidade, nessa carta, dizer: Te amo, Senhor!

Em Cristo, Pr. Samuel

4 de jan de 2009

FELIZ 2009 - Boletim (4.1.09)

Queridas Ovelhas,
Vivemos o ano de 2008 que para mim foi muito especial por que foi o primeiro ano completo que passei como Pastor dessa Igreja.
Vocês são presentes de Deus na vida de um Pastor jovem como eu. Com vocês eu tenho aprendido tanto. Muito mesmo! Cheguei aqui com pouca experiência pastoral, mas o dia-a-dia com os irmãos têm me ensinado tantas lições!
Agora, está aí um novo ano e o mundo pede para olharmos para o futuro e tentar achar nele alguma esperança. A mídia nos incentiva a observar homens poderosos – prefeitos, presidentes, Obama? O futuro está nas mãos deles e é neles que devemos ‘apostar as nossas fichas’.
Entretanto, gostaria de propor algo diferente. Como nos ensina a Escritura, quero chamar você a embarcar na contracultura de um mundo que está posto no maligno e dizer que não é para o futuro que você precisa olhar.
O futuro, para o mundo, não passa de “uma astronave que tentamos pilotar; não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar. Sem pedir licença muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar... Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. Vamos todos (diz o poeta) numa linda passarela de uma aquarela que um dia enfim: descolorirá”.
Quanta desilusão. Toda a expectativa do futuro para esse mundo é transformá-lo numa linda passarela, pois um dia, já que nada se sabe ao certo, perderá a sua cor e o seu brilho.
Não! Não é essa a idéia de futuro do crente. Se você tem vivido com o fim nessa vida, ainda não percebeu que é o mais infeliz de todos os homens (I Cor. 15:19).
Assim é como o crente olha para o futuro: com a certeza das coisas que se esperam e convicção de fatos que não se vêem (Hebreus 11:1), sabendo em quem temos crido e estando certos de que ele é poderoso para guardar nosso tesouro até aquele dia (II Tim. 1:12), sabendo que os sofrimentos do presente não se comparam com a glória a ser revelada em nós (Romanos 8:18).
Se nosso futuro é certo assim, nosso presente é muito mais tranqüilo que o de qualquer outra pessoa desse mundo amedrontado pela falta de esperança. Então, para onde olhar?
Olhe para o passado. Traga a memória o que te pode dar esperança (Lamentações 3:21), lembre-se das misericórdias, fidelidade, bondade, justiça e soberania de Deus (Lm. 3:22 em diante) e como todos os atributos de Deus ganham as máxima expressão na cruz do Redentor.
Olhe para a cruz e lembre que ali você pode contemplar seus pecados sendo castigados em Jesus, por isso, diz o hino, agora você pode se alegrar em sua luz. Olhe para o pão e o vinho da Ceia do Senhor e contemple o corpo de Cristo que foi partido pelos crentes e o sangue precioso derramado em nosso favor (I Coríntios 11:24,25).
Olhe para o Calvário e assim, sem falsa retórica, ovelhas queridíssimas, tenhamos um FELIZ 2009.
Pelo Reino,
Pr. Samuel Vitalino