30 de jul. de 2009

Cinco Anos sem Papai

Parece ontem o dia em que recebi sua ligação – voz doce e serena – que decretava seu estado de saúde possivelmente irreversível. De um lado a irriquietude de um filho inconformado, mas que não encontrava do outro lado da linha além de gratidão a Deus pelos anos que viveu (havia milhares de quilômetros entre Olympia e Recife).

De um lado, medo e quase desespero ao perceber do outro lado da linha a tranqüilidade de coração que apenas Deus pode dar.

Essa foi a tensão da ligação que me fez voar (ainda que mergulhado no oceano amargo da minha dor). Quando cheguei em São Paulo ele havia sido sedado havia poucas horas. As últimas palavras que ouvi foi mesmo aquela corajosa e confiante oração de exaltação ao Criador, quando me disse: “Tive mais do que mereci nessa vida”.

Deus ainda me reservou um grande presente. Como que me ensinando na morte o tanto quanto o fez em vida, entrei com sua Rutinha para orar e ver pela última vez aquilo que vimos com tanta facilidade, ainda que sendo ele, em suas próprias palavras um matuto de Garanhuns. Falo de sua última lágrima, que descrevi nesse soneto abaixo:

Última Lágrima
“... E lhe enxugará do rosto toda lágrima

Aquela lágrima última que escorria
No seu rosto, qual prenúncio de Adeus
Sem palavras, sem olhar, mas eu sabia
Era a hora bendita de meu Deus!

O vimos partindo para casa
Que momento feliz – sim, sem igual
Quando o mundo nesse instante desespera
A saudade para nós é natural...

Uma tristeza temperada com esperança
Aprendemos desde o tempo de criança
Que morrer era lucro – no Senhor!

E aquela última lágrima que escorria
Sem palavras, sem olhar, mas eu sabia
Era o momento derradeiro de sua dor.

Hoje, cinco anos depois, aprendemos a viver sem ele. Seus ensinos ainda nos guiam, pois eram baseados na absoluta verdade da Escritura do Senhor. Sua confiança em passar pela morte também nos ensinou a olhar para essa vida com os olhos fitos na eternidade, onde sabemos que estaremos juntos e desfrutando do infinito por milênios sem fim.

Essa saudade nos serve, sim, para mostrar como os homens (por melhores que sejam) são passageiros; que a vida, por mais fascinante que possa parecer, é como o vapor que passa, pois apenas Deus é Eterno.

Foi um amigo seu que falando conosco disse uma frase que o descreveu como peregrino ao dizer de papai: “ele passou por aqui e não perdeu a viagem”. Nessa passagem, ele deixou saudades que também tentei descrever em poesia:

Ocaso de Saudade
“... As coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão” (Drummond)

Lindo ocaso enebriante
Colorido brilhante e sedutor
Nobres raios dourando o horizonte
Culpam o homem perante o Criador!

Não parece o Sol em brasa viva?
Eis que agora queima em outra direção
Mas deixou sua chama no meu peito
Esquentando, em lembrança, o coração

Esse ocaso, esse fogo, essa lembrança
Faz que caiam lágrimas de criança
Que esqueceu, assim, de não crescer

E agora, descrescida a alegria
Esperando logo a luz de um novo dia
E aguardando mesmo a hora de morrer

Hoje, olhando para trás, podemos ver a mão de Deus o levando na hora certa para casa, nos deixando aqui, pois ainda tínhamos tanto para crescer. O que nos resta é voltar aos olhos para Deus e agradecer pelo grande homem que colocou em nossas vidas, por tantos ensinamentos que Deus usou a sua instrumentalidade para nos repassar.

Ele me ensinou a teologia prática de confiar em Deus em toda e qualquer situação, de tributar-lhe glória por todo e qualquer acontecimento e de lhe ser grato por toda e qualquer providência. Por isso, cinco anos depois, temos confiança de que Deus o levou na hora certa, glorificamos a Deus por tudo o que fez e agradecemos porque há esse tempo, aprendemos com sua morte sobre aquele que vive: Jesus.

No amor de Cristo,

27 de abr. de 2009

Equilíbrio: Por Que É Tão Difícil Alcançá-lo?


A definição da palavra equilíbrio é muito intrigante, pois todas as pessoas acreditam nas suas convicções e crêem que elas são as mais equilibradas possíveis; mas precisamos iniciar dizendo que o equilíbrio que estou falando não é o pensamento ou ponto de vista de alguém, mas o equilíbrio bíblico – que para uns pode ser radical e para outros, frouxo demais.

Deixe-me dar um exemplo pessoal: na nossa Igreja nós não adotamos a posição de irmãos preciosos que defendem a salmodia exclusiva; por outro lado também não concordamos com outros queridos servos do Senhor que aprovam o canto coral como parte do culto público a Deus.

Pronto – esses dois pontos apenas podem fazer nossa Igreja, se não houver cuidado – se transformar num gueto. Pois para os defensores da salmodia exclusiva nós somos frouxos por cantar “Tu és fiel, Senhor” ou “Glória pra Sempre”, mas podemos ser também tidos por radicais e neo-puritanos por quem aprova o coral nos cultos.

Os exemplos poderiam ser diversos, mas o que está no coração da questão é como ser equilibrado e ao mesmo tempo ter convicções divergentes? Como discordar num ponto secundário e continuar amando o irmão ou irmã por quem Cristo também morreu?

Porque a recíproca também é verdadeira. Quem adota as duas posições citadas acima como o exemplo de minha própria Igreja, não é necessariamente equilibrado. Pode-se odiar e desrespeitar irmãos piedosos que lançam mão de profundas horas de estudo e oração e chegam à conclusão que só podem cantar os salmos e podemos ver com desdém e arrogância estudiosos crentes em Cristo que se esmeram ao máximo para cultuar a Deus no coral de sua Igreja e o fazem de todo coração!

Estou aqui abrindo o meu coração: Porque é tão difícil alcançar o equilíbrio na Igreja de hoje? A mania por rotulações é tão nefasta que as pessoas esquecem a interpretação de Jesus de “não matarás” no Sermão do Monte e se tornam caluniadoras, usando a língua – a despeito do ensino de Tiago – para destruir reputações apenas porque em assuntos secundários se têm convicções (e às vezes nem isso) diferentes.

Mais uma vez deixe-me dar meu próprio exemplo (não é o melhor, mas é o que melhor conheço): Alguns irmãos com quem eu gostaria muito de interagir não interagem comigo por que fui rotulado de radical e puritano.

Ora, rótulos pegam com certa facilidade, especialmente, no meu caso, como neto de Pastor Fundamentalista, com mais facilidade ainda. Mas quais as minhas convicções que me fazem ter esse rótulo? Cito-as sem receio: Na nossa Igreja não comemoramos as datas religiosas, não temos coral ou solos no culto, não há ofertas no culto – as pessoas ofertam voluntariamente no gazofilácio, as mulheres não participam da liderança da Igreja e nem da liderança do culto, as crianças participam do culto com os pais; defendo ainda que os relacionamentos devam ser mais sérios e santos do que o estabelecido ‘namoro’ nos nossos dias, sou contra o segundo casamento de cônjuges divorciados por qualquer motivo e (aqui sim) radicalmente contra o casamento misto. Talvez alguém possa encontrar alguns outros pontos em meu pensamento que me alinhem nessa linha 'radical'.

A questão é a seguinte: muito embora eu tenha essas convicções com base em estudos aprofundados da Palavra e embora muitos crentes piedosos também tenham abraçado essas posições ao longo da vasta história da Igreja, duas coisas precisam ser ditas: há pessoas para as quais eu sou intolerável por crer nessas coisas, muito embora – à exceção do último ponto (casamento misto) eu seja profundamente tolerante nos outros. Cultuo de coração aberto se estiver num culto de páscoa, numa Igreja que tem naquele culto: apresentação de coral, recolhimento de dízimos, uma mulher divorciada orando pelas ofertas e despedindo as crianças que vão para o seu ‘cultinho’, sendo ela a namorada já há vários anos de um jovem da Igreja. Cultuo alegremente, gozando a presença de Deus; embora defenda coisas distintas.

Nesse caso, procuro estabelecer tolerância – sem deixar de ensinar quando me é permitido e conveniente; mas me parece que a tolerância inversa não acontece e tenho, sinceramente, me preocupado com a tendência radical dos que se levantam contra essas coisas dizendo que elas são secundárias – pois se fossem mesmo não fariam tanta questão de difamar quem acredita nelas.

Por outro lado, sou acusado de liberal também – nesse caso a principal razão é o desconhecimento do termo, pois liberal é aquele que não tem compromisso com a Escritura, e, até hoje, graças a Deus, disso eu não fui – ainda – acusado.

Mas o que faço para ter essa fama de aberto teologicamente? Eis aqui alguns exemplos: Ensino sobre liberdade cristã que ingerir bebida alcoólica não pode ser classificado como pecado, defendo que não é necessário um Pastor usar paletó e gravata para pregar a Palavra, temos instrumentos musicais como bateria e guitarra e uso cânticos alegres no culto ao Senhor. Prego em Igrejas de todas as tendências em que for convidado e tenho vários amigos que não são totalmente alinhados com a nossa confissão. Também aqui haverá outros pontos, mas esses servem como ilustração.

Pessoas com as quais eu também gostaria de crescer espiritualmente juntos, pois são preciosas aos olhos de Deus não me suportam por causa de algumas dessas coisas, não sabendo lidar com algumas diferenças – algumas delas por falta de maturidade mesmo.

Mas mais uma vez eu cultuo a Deus com temor e alegria quando me servem suco de uva na Ceia, preciso colocar paletó (ou até toga) e a Igreja tem músicas mais austeras e sem instrumentos. Mais uma vez – prega-se que essas coisas são secundárias, mas quando elas separam pessoas e as tornam maldizentes umas das outras o pecado dilacerante se torna evidente – e isso é tão triste.

Pessoas são tão melindrosas que não podem ser contraditadas – viram uma fera. Colocam a culpa sempre em terceiros e não assumem suas próprias imaturidades. Como atingir a perfeita varonilidade da fé ou os entranhados afetos e misericórdias se nas mínimas coisas em que discordamos somos impossibilitados de andar mais alguns metros (nem perto de uma milha) ou a perdoar (a despeito do fato de que perdão não é uma opção para o crente)? Não tem como!

Estou escrevendo essas palavras para amigos – muitos me vêm à cabeça nesse momento; a ovelhas, a colegas de ministério. A muitas pessoas que nem me conhecem – mas que se deixam levar pelo que ouvem sem se dar conta de que um pensamento diferente do seu pode ser tão importante para o seu (e meu) próprio crescimento.

Precisamos lembrar que todos nós éramos por natureza filhos da ira e que Deus prova o seu amor para conosco sendo nós ainda pecadores. Sei que estou muito longe de atingir o primeiro degrau desse desejado equilíbrio bíblico, mas eu estou chamando você que tem alguma coisa contra pensamentos meus para tratarmos isso de forma bíblica, madura, cristã e amorosa.

Quero ter a cada dia o meu coração aprendiz para ser moldado pela Palavra de Deus, confessando que gostaria de ter algumas convicções diferentes, mas que preciso do convencimento das Escrituras. Enquanto essas diferenças (que para mim são realmente secundárias) não deixarem de existir, elas podem servir de alicerce para exercermos o amor verdadeiro, a piedade sincera, a mútua oração e a sensação deliciosa de estar na presença de um Deus sábio que não nos permite saber todas as coisas de forma perfeita para que não haja jactância ou orgulho, mas humilde e reverente adoração ao Rei da Glória.

Buscando a unidade de pensamento (por isso conversando abertamente).

Pelo Reino,

18 de abr. de 2009

Reverência no Culto


Habacuque 2:20 – O Senhor está no seu Santo Templo; cale-se diante dele toda terra.


Não podemos esquecer que o conceito de templo do Velho Testamento é diferente do nosso, mas também não devemos olvidar que o Imutável Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente pois nele não pode haver variação ou sombra de mudança.


Com essas colocações, o que o texto de Habacuque nos ensina?


1. Se no VT o povo se reunia no templo para cultuar a Deus e era requerido um silêncio reverente por causa da presença solene de Deus, no NT essa mesma reverência é requerida quando a Igreja está reunida para cultuá-lo.
Quando há distração no culto e a Igreja perde a concentração nele e coloca em outra direção, esquece-se que estamos diante da presença todo-poderosa do Deus Santo e Tremendo (Reverendo).


2. Distração no culto nos torna culpados por quebra da Lei de Deus. Notadamente o mandamento que se quebra quando os nossos pensamentos divagam na hora do culto é o 3º, pois quando estamos cultuando, dialogamos com Deus. Ele nos fala pela pregação (especialmente), leitura e sacramentos; e nós respondemos nos cânticos e oração.
Quando distraímos, o nome de Deus está sendo falado, orado, cantado, lido e pregado em vão e não podemos esquecer a dura advertência: O Senhor não terá por inocente aquele que toma o seu Santo Nome em vão.

3. Mas esse ato não quebra apenas o 3º Mandamento, senão vejamos:

a. Quando dispersamos no culto, qual o motivo de nossa dispersão? O que quer que seja se colocou no lugar de Deus naquele momento, pois foi digno de que a nossa atenção se desvie de Deus para o que for. Então quebramos o 1º Mandamento que diz: Não terás outros deuses diante de mim.

b. Quebramos o 2º Mandamento, pois podemos ver na mente (ou de fato – quando algo acontece ali) a razão pela qual os nossos pensamentos divagam, então ao ser pegos pensando em outra coisa na hora do culto que não em Deus, caímos no pecado da idolatria.

c. Sem dúvidas profanamos o Dia do Senhor. No 4º Mandamento somos lembrados de santificar esse Dia e nos livrar de nossos próprios pensamentos e afazeres para podermos torná-lo santo ao Senhor. Quando usamos alguns segundos do culto a Deus para dar atenção a outra coisa que não o próprio Deus, o Dia do Senhor não foi observado de forma correta.
· Os quatro primeiros mandamentos são mais claros, mas creio que quebramos mandamentos da Segunda tábua também. Como?

d. Há determinações bíblicas para que o culto seja reverentes – inclusive essa de Habacuque e os líderes da Igreja são responsáveis por essa reverência. Quando ela é quebrada, essa autoridade também o é e o 5º Mandamento é quebrado pois desobedecemos.

e. Especialmente na Pregação, as palavras que estão sendo pregada são Espírito e são Vida. As palavras pregadas são vitais para a sua alma e para o seu estado eterno. Se distrair e pensar em outros assuntos é atentar contra a própria vida; e agir para que outros se distraiam também é uma atitude igualmente assina e nos tornamos quebradores do 6º Mandamento.

f. Oséias e muitos outros textos nos mostram como o relacionamento de Deus com o seu povo é tido como conjugal. Ao nos tornar idólatras, conseqüentemente, traímos o nosso cônjuge, pois adulteramos (7º Mandamento) contra Deus com outros ídolos do coração: qualquer coisa que possa desviar a sua atenção no momento de amor entre Deus e seu povo que, nessa vida, acontece no culto.

g. O culto pertence a Deus e profaná-lo é tirar de Deus o que não é nosso. Esse é o conceito básico de furto, por isso, distrair-se no culto nos torna roubadores, quebrando assim o 8º Mandamento.

h. A Bíblia diz que Deus é verdadeiro e mentiroso todo homem; diz que a Palavra de Deus é a Palavra da verdade e se desviar, ainda que por segundos pequenos de dar ouvidos à verdade, abre margem para o Falso Testemunho. Está infringido então o 9º Mandamento quando divagamos no culto – quando a verdade está sendo exposta.

i. Finalmente, ao perder a prioridade de Deus no culto, elegemos prioridades pessoais divergentes de Deus. Quando fazemos isso é o nosso desejo que se coloca acima dos propósitos de Deus e o nome disso é cobiça, nos fazendo assim quebrar o 10º Mandamento.
Como vimos, todos os mandamentos são quebrados quando perdemos a reverência no culto, por ser ele coisa séria diante de Deus. Sem jamais perder a alegria da presença do Senhor, devemos nos policiar para ser alegremente reverentes.

Se o Deus Tremendo requer essa reverência para si quando cultuamos a Ele, qual deve ser a nossa resposta? Habacuque já nos ensinou: O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.

Que o Senhor nos ensine a amar e respeitar o seu culto, a chegar cedo, tomar água e fazer tudo o que for necessário antes do culto, para que naquele momento sublime, possamos nos deleitar na presença de Deus, nosso Pai e Amigo, nosso Rei e Senhor!

A Ele a Glória,

Pr. Samuel Vitalino

14 de abr. de 2009

IPB 150 Anos. Breve Histórico para o Piauí



A Igreja Presbiteriana está completando esse ano 150 anos de Brasil, mas gostaria de falar um pouco sobre a história dessa denominação que já está no seu quinto século de existência.

I - A Reforma


Em 1517 temos um marco histórico com Martinho Lutero publicando suas teses contra os desmandos de Roma no dia 31 de outubro, em Wittemberg, na Alemanha, mas foi apenas em Trento (1545-63) onde a Igreja Católica Reunida se posicionou contrária ao Movimento Reformado que a ICAR foi considerada anátema e a Igreja Reformada, a continuação da Igreja de Cristo no mundo.


O Principal ponto divisor de águas foi a anátema de Roma à doutrina da Justificação pela Fé. A esse movimento no Concílio de Trento damos o nome de Contra-Reforma.

II - Calvinismo e Presbiterianismo


Muito embora Lutero seja o nome mais conhecido como Reformador é João Calvino quem melhor representa o pensamento doutrinário reformado. Calvino foi contemporâneo de Lutero, mas eles nunca se conheceram - apesar de terem amigos em comum.


O Calvinismo se destaca pelo seu total comprometimento com as Escrituras e a sua tendência não inclusivista em matéria de fé, vida prática e culto.


Com base no pensamento calvinista, John Knox, na Escócia, deu origem ao Presbiterianismo (Knox morreu em 1572). O Presbiterianismo nasceu como um movimento político-religioso na Grã-Bretanha quando a Igreja e o Estado pareciam uma unidade inseparável onde os Reis nomeavam seus Bispos que detinham o poder eclesiástico; os Presbiterianos começaram a ensinar, à luz das Escrituras, que a Igreja deveria eleger seus oficiais para governá-la, pois assim funcionaram os Apóstolos e Presbíteros desde os tempos do Novo Testamento.

III - A Igreja Reformada no Brasil


Não é apenas há 150 anos que há a tentativa de implantação da Igreja Reformada no Brasil. Em 1555 o próprio João Calvino enviou 6 Huguenotes (Calvinistas Franceses) a pedido de Villegaignon, sob o comando de Pierre Richier eles foram obrigados, pela traição do Almirante Villagaignon a renegar a sua fé, mesmo depois de celebrarem o primeiro culto Reformado no Novo Mundo. Como não se dobraram, aqueles homens escreveram a Confissão de Fé Fluminense e foram empurrados para morrer na Baía da Guanabara.


Anos depois foi a vez dos Reformados Holandeses enviarem um grupo para o Brasil, mas Maurício de Nassau também foi expulso do Recife pelos portugueses em 1654. Nesse tempo mais de 50 Pastores vieram e fizeram excelente obra missionária e um pouco do pensamento Reformado ainda hoje pode ser visto até mesmo no traço da arquitetura da cidade. Os Holandeses expulsos foram para o Caribe e os Judeus, que encontraram abrigo no Recife fugiram para fundar o que hoje é a cidade de Nova York.

IV - Igreja Presbiteriana do Brasil


Com essa herança e o solo brasileiro devidamente regado pelo sangue de seus mártires, chega ao Brasil o primeiro missionário enviado pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos: Ashbel Green Simonton. Seu trabalho vingou e, pela graça de Deus em 1862 a Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil foi inaugurada no Rio de Janeiro e em 1865 temos a Ordenação do primeiro Pastor Evangélico Brasileiro: José Manoel da Conceição.


Em 1973 a Igreja Presbiteriana chegou ao Nordeste (Recife) onde missionários como o Dr. Buttler vieram e contam das mais belas e emocionantes histórias da história da nossa pátria. Muitos Presbiterianos foram assassinados por pregar a Palavra e um caso famoso é o do Né Vilela, que morreu por se jogar na frente de Dr. Butler quando esse seria atingido por um punhal enviado pelo representante de Roma.


A IPB frutificou e hoje está em todos os Estados Brasileiros e além de muitos projetos sociais, escolas, agências missionárias, mantém uma das maiores Universidade Particulares na América Latina, a Universidade Mackenzie.

V - IPB no Piauí


Há mais de 100 anos o Dr. Butler veio e plantou a Congregação em Teresina, que veio a se tornar Igreja em 15 de Novembro de 1836 (quase 73 anos).


Hoje temos um Seminário (na Piçarreira), um Sínodo, 3 Presbitérios e 35 Igrejas e Congregações, (a da foto é a 1a. Igreja Presbiteriana de Teresina, que tenho o privilégio de pastorear). Se você vem a Teresina ven nos visitar e receber a Palavr de Deus baseada da centralidade do Senhor Jesus, única razão pela qual existimos e único conteúdo de nossa Pregação.


Essa história ainda está sendo escrita e nossa oração é que o Senhor seja cada vez mais conhecido em nossa terra e que o cristianismo aqui seja sempre conhecido pela seriedade e apego à Palavra do Senhor!


Pelo Reino,


Pr. Samuel Vitalino

1a. Igreja Presbiteriana de Teresina

28 de mar. de 2009

A Intolerância Bíblica (Dr. Martin L. Jones)

Quero enfatizar esta verdade, asseverando que existe, na fé cristã, um lado de intolerância. Vou mais além e afirmo que, se não temos visto este lado intolerante da fé, provavelmente nunca vimos verdadeiramente a fé.Existem muitos mandamentos nas Escrituras que substanciam a afirmativa de que colocar mais alguém ao lado de Jesus, ou falar de salvação à parte dEle, ou sem que Ele seja o centro dela, é traição e negação da verdade. O apóstolo Pedro, dirigindo-se ao sinédrio em Jerusalém, disse: "porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At.4:12).
Todo falso ensinamento deve ser odiado e combatido. O Novo Testamento nos diz que assim fez nosso Senhor e todos os apóstolos, e que eles se opuseram e advertiram as pessoas contra isso.
Mas pergunto novamente: isto é realizado hoje? Qual sua atitude pessoal quanto a isso? Acaso é você uma daquelas pessoas que diz que não há necessidade dessas negativas, e que deveríamos estar contentes com uma apresentação positiva da verdade? Subscrevemos o ensinamento prevalecente que discorda de advertências e críticas ao falso ensinamento? Você concorda com aqueles que dizem que um espírito de amor é incompatível com a denúncia crítica e negativa dos erros gritantes, e que temos de ser sempre positivos? A resposta mais simples a tal atitude é que o Senhor Jesus Cristo denunciou o mal e os falsos mestres. Repito que Ele os denunciou como "lobos vorazes" e como "sepulcros caiados" e como "guias cegos". O apóstolo Paulo disse de alguns deles: "o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia". Esta é a linguagem das Escrituras.
Pode haver pouca dúvida, mas a Igreja está como é hoje porque não seguimos o ensinamento do Novo Testamento e as suas exortações, e nos restringimos ao positivo e ao assim chamado "Evangelho simples", e fracassamos em acentuar negativas e críticas. O resultado é que as pessoas não reconhecem o erro quando se defrontam com ele. Aceitam aquilo que aparenta ser bom, e se impressionam com aqueles que vem às suas portas falando da Bíblia e oferecendo livros sobre a Bíblia e profecias e coisas deste tipo. E eles, na condição de sua ignorância infantil, freqüentemente ajudam a propagar o falso ensinamento, porque não conseguem ver nada de errado nele. Além disso não compreendem que o erro deve ser odiado e denunciado. Eles imaginam-se a si mesmos cheios de um espírito de amor, são iludidos por satanás, a fera destruidora que estava no encalço delas, e que, num bote súbito, os agarrou com sua esperteza e sutileza.
Não é agradável ser negativo; ter que denunciar e expor o erro não dá alegria. Mas qualquer pastor que sinta, em pequena medida, e com humildade, a responsabilidade que o apóstolo Paulo conhecia num grau infinitamente maior pelas almas e o bem estar espiritual de seu povo, é forçado a fazer estas advertências. Isto não é desejado nem apreciado por esta moderna geração moralmente fraca. Muito amiúde a bancada tem controlado o púlpito e grande dano tem sobrevindo à Igreja. O apóstolo adverte a Timóteo que virá um tempo em que as pessoas "não suportarão a sã doutrina". Este é freqüentemente o caso no tempo presente, e assim tem sido durante este século. Por isso é importante que cada membro deva ter uma concepção real da Igreja e do ofício do ministro em particular.
Hoje há no mundo igrejas que na superfície parecem ser igrejas florescentes. Multidões se agregam a elas e demonstram demasiado zelo e entusiasmo. Mas num exame mais acurado descobre-se que a maior parte do tempo é tomado por música de vários tipos, e com clubes e sociedades e atividades sociais. O culto começa e tem que terminar exatamente uma hora depois, e haverá sérios problemas se isso não ocorrer! Há apenas uma breve "reflexão" de quinze minutos, vinte minutos no máximo. O infeliz ministro, se não enxergar estas coisas com clareza, teme ir contra os desejos da maioria. Sua sobrevivência depende dos membros da igreja, e o resultado é que tudo é feito para se conformar aos desejos e anseios da congregação.
Mas deixe-me acrescentar que o ministro também não pode impor. É o próprio Senhor quem determina, Aquele que está assentado à mão direita de Deus e que deu "alguns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores" (Ef.4:11). Ele os deu para a edificação dos membros da Igreja, e é a mensagem dELE que deve ser pregada sem temor nem favor. Precisamos recuperar algo do espírito de John Knox cuja pregação fazia tremer a Maria, rainha dos Escoceses.
O trabalho do ministro é edificar o corpo de Cristo. A ocupação do ministro é edificar a Igreja, não a si mesmo! Eles têm muito freqüentemente edificado a si mesmos, e temos lido de príncipes da igreja vivendo em posições de grande pompa e riqueza. Isto é uma gritante deturpação dos ensinamentos de Paulo! Observemos que os ministros são chamados para edificar, não para agradar nem entreter. O modo pelo qual deveriam fazer isso está resumido perfeitamente naquela passagem, imensamente lírica, de Atos 20. O apóstolo Paulo está se despedindo dos presbíteros da igreja de Éfeso, à beira mar, e eis o que ele diz: "Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à Palavra da Sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados" (v.32). "Palavra da Sua graça, que tem poder para vos edificar"! Não é surpresa que a igreja seja o que é hoje, pois lhe têm sido dados filosofia e entretenimento. Por meio delas um ministro pode, por enquanto, atrair e segurar uma multidão; mas não pode edificar; a tarefa dos pregadores é edificar, não atrair multidões. Nada edifica a não ser a Palavra de Deus sem adulteração. Não há autoridade fora dela; e ela não pode de modo algum ser modificada ou nivelada para se adaptar à moda da ciência moderna, ou a alguns supostos "resultados confirmados da crítica" que está sempre em modificação. É o "eterno Evangelho" e é: a "Eterna Palavra" a mesma que Paulo e os demais apóstolos pregaram, a mesma Palavra que os Reformadores protestantes pregaram, os Puritanos, e os grandes pregadores de duzentos anos atrás, como também Spurgeon no último século, sem qualquer modificação que fosse. É pelo fato de isso ter sido tão amplamente esquecido nos últimos cem anos que as coisas hoje estão como estão.
Espero que seja tão importante para você, quanto foi para mim a leitura desse texto!

26 de mar. de 2009

Esboço para formatura de outra ovelha - Direito


Leitura: Êxodo 20:3-17 (Os 10 Mandamentos)

Cena 1: O Julgamento de um Réu Culpado


Imagine um Réu que está sendo julgado por infringir todos os artigos penais do código. A cada item que a acusação levanta ele é qualificado dolosamente.
Esse réu nada tem a dizer que seja convincente para sua defesa, pois todas as evidências, provas e testemunhas são claras no sentido que ele merece mesmo a condenação.
Nesse processo, além do réu, há o confiante acusador, que sabe que tem uma causa ganha diante de si, pois o juiz é reconhecidamente justo. Ele não aceita suborno e o advogado, por melhor que seja, nada poderá fazer sequer para diminuir a pena, pois o réu cai em todos os agravantes que os códigos podem nominar.
- A Bíblia, livro que cremos ser a Palavra inerrante e infalível de Deus, mostra que o ser humano natural é esse réu. Sim. Eu e você somos exatamente descritos como gente que não tem defesa diante de Deus.
O texto da lei que acabamos de ler nos mostra isso: são apenas 10 Artigos, mas facilmente somos enquadrados em todos eles. (...) e a verdade é que todos compareceremos perante o tribunal de Deus e de Cristo (Rm. 14:10; II Co. 5:10).
As evidências pessoais nos fazem perceber isso: os homens e mulheres que se formaram antes de vocês podem não ter sido tão ousados para falar do IGNIS BONI YURIS, muitos defenderam ao menos a Fumaça do Bom Direito... mas a verdade é que quando se depararam com as primeiras nuvens de possibilidades de crescer – mesmo que em detrimento do BONI YURIS – perderam-se no meio da fumaça e terminaram queimados por essa realidade: são réus indefensáveis.
Assim vocês também terão em futuro próximo essas provas, e se não tiverem mudadas suas naturezas, também cairão em algum ponto da lei: cobiça, adultério, ódio, mentira? E quando se cai em um ponto da lei, se torna culpado por todos eles.
Se você levar em conta que a Bíblia é (ou pode ser) verdade e que você é esse réu, perceberá que a primeira vista, não há esperança, pois o justo juiz deverá cumprir sua sentença capital.
Aqui está a acusação contra você: Romanos 3:10-23


Cena 2 – A Acusação é Clara e Precisa


Nosso julgamento imaginário prossegue e o acusador agora pega a palavra e, com precisão, descortina de forma brilhante, magistral e convincente a verdade. O réu, acuado mais uma vez pelas evidências, olha para o juiz, e conhecendo o seu caráter, sabe que nada pode mudar um fato: sua pena tem que ser cumprida.
- No júri verdadeiro, Deus é o Juiz; e ele é um Juiz fiel e justo. Não pode negar-se a si mesmo (II Tim. 2:13), sua sentença é mortal.
Todas acusações do promotor - Satanás - nem precisariam acontecer, pois o Juiz sabe todas as coisas. Na verdade o próprio acusador é o pior de todos os réus e também receberá a punição com todos eles.
A pena, segundo a Escritura é a Eternidade no FOGO DO BOM DIREITO. A justiça de Deus - que não falha - é o combustível eterno que alimenta essas chamas iradas contra o pecado. (Tiago 5:1-6) Ainda: Nosso Deus é fogo consumidor (Hb. 12:29).
Se a defesa for simplória demais, o próprio código se interpreta de maneira clara:
Não Matarás? Mateus 5:21,22
Não Adulterarás? Mateus 5:27,28

... O acusador conhece bem a lei e ela de fato nos condena!


Cena 3 – A Defesa e a Sentença


Não apenas as evidências – pois elas podem ser fabricadas, mas a própria realidade faria com que o defensor dessa causa se calasse diante de tão clara e dura realidade: ele não tem como provar a inocência do réu nem pode desviar o fato de que a justiça precisa ser feita. A pena precisa ser cumprida.
- O problema do réu, no entanto, é que essa pena é uma pena eterna, pois o delito foi cometido contra Aquele que é eternamente santo.
O juiz conhece bem o defensor e sabe que ele é advogado correto. Não trará suborno, não pedirá pena alternativa, não buscará relaxamento de prisão ou forjará atenuantes inexistentes. (Salmo 19:9)
Sua defesa, então, toma um rumo diferente, pois não podendo perder a sua causa, ele, que tem a mesma procedência justa e santa do juiz; sai do seu lugar de honra e segurança, de justiça, de autoridade, de dignidade, e chamando o nome daquele réu, desce até perto dele e, lhe dando a mão, o leva para o seu lugar de honra, se assentando no banco indefensável de culpado. (Isaías 53)
A Bíblia que nos diz que Cristo é esse advogado: I João 2:1
(Ilustração do Rei, do decreto e da mãe)

Aplicações:


Se você já tem em Cristo a sua confiança, viva do forma digna do Evangelho (Fp. 1:27)

Se não, Como a história desse julgamento pode mudar a sua vida hoje? I João 1:8,9. Lembre-se que a Lei condena, mas ela serve de aio... (Gl. 3:23-25).

23 de mar. de 2009

Para a Formatura de uma Ovelha


Deus e a Contabilidade
Há algumas contas que precisam ser feitas para poder compreender o mistério de Deus revelado na Bíblia.
Deus é Fiel e ele não pode negar-se a si mesmo. Há na Palavra a verdade de que a alma que pecar, essa morrerá porque o salário do pecado é a morte. Como pode Deus cumprir essa promessa e não se contradizer, se ele também prometeu salvação a pessoas pecadoras como nós?
Se ele nos salvar, não quebrará sua afirmação de que todos os pecados seriam punidos, e, portanto, não negaria ele a si mesmo? Estamos, então, diante de um problema indissolúvel, e nem o mais expert contabilista humano pode resolver essa conta e reverter o prejuízo.
A Bíblia mostra Deus como sendo o protótipo para várias profissões: Ele é o arquiteto da Criação e também de uma cidade que prepara para o seu povo (a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. Hebreus 11.10); ele é também o médico excelente (Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores. Marcos 2.17); Cristo é apresentado como pastor (Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. João 10.11), advogado (Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; I João 2.1); juiz (Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.II Timóteo 4.8), entre outras. Mas para resolver essa matéria em questão, e nos tirar do saldo devedor, ele precisa ser também um exímio contador.
Mais que isso. Ele não negocia princípios e palavras, por isso o problema é ainda maior. Pelo seu poder e glória e pela sua soberania aliada ao amor, graça e misericórdia, Deus poderia simplesmente nos declarar justos e estaríamos justificados. Não há dúvidas que ele teria poder para isso! O problema, entretanto, é que se o fizesse quebraria sua Palavra, o que não pode acontecer.
Como então, pode o seu pecado ser punido e mesmo assim você não morrer eternamente? Só haveria uma solução. Alguém impecável pagar o preço por pecados que não cometeu. Literalmente alguém servir de bode expiatório e sofrer as dores do inferno e do abandono de Deus em nosso favor.
Ora, o problema continua, pois qual o homem capaz de morrer por outro? Cada homem apenas poderia morrer por si mesmo, pois todos pecaram. Nosso contador resolveu essa matéria esvaziando-se de sua glória (Filipenses 2:7) e abrindo mão da alegria que tinha (Hebreus 12.2) para ser esse substituto, pagando o preço do nosso resgate.
Temos agora um patrimônio incalculável, a SALVAÇÃO, que nos permite ter o próprio Cristo como fiador (por isso mesmo, Jesus se tem tornado fiador de superior aliança. Hebreus 7.22).
Nesse breve artigo, vemos como uma conta indissolúvel pode ser resolvida com o amor de Jesus. Que ele fale ao seu coração nesse momento tão importante de sua vida! Se você compreender essa mensagem, conhecerá a verdade libertadora do Evangelho. Nossa Igreja está de braços abertos para recebê-los em nome de Jesus: o Contador por excelência.
Pelo Reino e orando por vocês,
Pr. Samuel Vitalino
Igreja Presbiteriana de Teresina

6 de mar. de 2009

O Planeta dos Macacos (ou Seria de Darwin?)


Numa luta constante milhares há que se unem contra Deus, por vezes, sem saber; parece que voltou à tona a negação de um Criador de todas as coisas como relatada nas páginas de Gênesis 1-2. Devo, entretanto, admitir que não seja tão simples crer numa história como a de Adão e Eva.

A Bíblia diz que Deus criou tudo do nada - a partir simplesmente de sua própria Palavra, todas as coisas vieram a existir em seis dias, à exceção do homem – que foi formado do pó da terra já criada; e da mulher, criada a partir da costela do homem. Não! Confesso: não é fácil acreditar nisso.

Confesso mais. Confesso que mesmo não sendo fácil acreditar, eu acredito. Pronto! Talvez uma boa maioria de pessoas nem continuem a ler os argumentos de um fanático que crê na Bíblia; mas, se mesmo assim, quiser ler algumas linhas na minha pressuposição, fique à vontade para criticar depois; afinal de contas apoio o contraditório, luto pela livre-expressão e amo a possibilidade de dizer que creio na Bíblia e ainda assim ouvir quem – a meu ver – desavisada e erradamente, não crê.

Creio, entretanto, que não estão mais querendo sequer a minha tolerância. Ela incomoda. Somos tolerantes por uma razão simples – realmente acreditamos no nosso pensamento e não tememos o debate, pois se eu tive de admitir que não seja fácil crer em Adão e Eva, a fé evolutiva é muito mais desenvolvida, improvável e, mais: improvada.

Renomados cientistas desenvolveram a Teoria do Design Inteligente com base nas próprias leis científicas (e olhe que a maioria nem mesmo crê em Deus); entretanto o medo de descobrir a verdade faz com que os promotores da evolução ataquem o desconhecido, pois nem se dão ao trabalho de se aprofundar nem mesmo na ciência.


Estamos recebendo ataques de várias fontes. Querem nos embrutecer dizendo ser ciência absoluta uma teoria que até agora, há 150 anos, não conseguiu ganhar o status de ciência por ser tão falha em seus argumentos mais elementares.

Entendo o medo deles. Quando não se prova, o melhor argumento é o grito, o escárnio, a zombaria. E isso é o que recebemos agora; mas minha crença, entretanto, é que Deus zomba deles, e na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. Se você venceu a primeira etapa e leu esse artigo até aqui, estou citando o salmo 2 (de Davi) que termina dizendo: sejam prudentes e se deixem advertir.

Somos todos crentes! Essa é a verdade. Uns crêem que alguém que sabe e pode, disse e fez alguma coisa porque sabia e podia; outros crêem em zilhões de eventos desordenados construindo tudo em perfeita ordem. Vamos ao laboratório ver o que é mais provável?

Samuel Vitalino
*Pastor Presbiteriano e Advogado
samuelvitalino@hotmail.com